Página do Microcrédito

o 1º Weblog sobre microcredito/microcredit & microfinanças/microfinanzas/microfinances

Microcrédito e inclusão social

Posted by Página do Microcrédito em 14 janeiro, 2014

A onda da globalização e do desenvolvimento sustentável está trazendo ao debate uma instigante questão no meio empresarial: como conciliar os objetivos de lucro e ao mesmo tempo elevar a qualidade de vida dos pobres de todo o mundo, respeitar a diversidade cultural e conservar a integridade ecológica?

Por Nadir Andreolla

Modernos gurus da administração como Philip Kotler, Stuart L. Hart e C.K Prahalad se alinham à tese e ao desafio de pensar criativamente um novo desenho e um novo papel para as empresas como agentes transformadores da realidade social no sentido do bem comum. Prahalad, em seu livro A riqueza na base da pirâmide, propõe a quebra do paradigma de que o pobre é responsabilidade do Estado. Não se trata de filantropia ou responsabilidade social. O autor propõe uma nova visão (capitalismo de inclusão), que transforme pobres em consumidores ativos, informados e participativos. Justifica que há no mundo quatro bilhões de pobres, que representam um poder de compra de US$ 5 trilhões, que podem ser a força motriz da próxima etapa global de prosperidade econômica. O Papa Francisco, em sua recente Evangelii Gaudium, exorta que “o crescimento equitativo exige algo mais do que o crescimento econômico, embora o pressuponha; requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição de rendas, para a criação de oportunidades de trabalho, para uma promoção integral dos pobres que supere o mero assistencialismo”. O microcrédito é uma importante ferramenta de alavancagem de negócios na base da pirâmide (BP). Nesse sentido, é emblemático o case do Gramenn Bank de Bangladesch (Índia), cujo fundador, Muhammad Yunus (o “banqueiro dos pobres”), foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz de 2006.

No Brasil, na época do governo FHC, o microcrédito recebeu impulso direto do Bndes através do Programa de Crédito Produtivo Popular, função transferida depois para o Banco do Brasil e Caixa Federal com o governo Lula. O primeiro tinha o mérito de estar atrelado a programas de capacitação do empreendedor, mas o juro das operações era alto. O atual tem mais capilaridade, custo menor, mas é descasado de ações de capacitação. O microcrédito merece, portanto, ser reavivado como ferramenta transformadora de inclusão econômica e social na BP.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: