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Prefeitura de Angra dos Reis inicia programa de Microcrédito

Posted by Página do Microcrédito em 31 março, 2013

Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo e estimular o crescimento de profissionais do setor comercial e de serviços a Prefeitura de Angra dos Reis acaba de desenvolver, em parceria com a Caixa Econômica Federal, o Microcrédito Angra dos Reis.

O programa é voltado para os trabalhadores autônomos, formais e informais, e possibilita a concessão de crédito com juros abaixo do mercado para que eles possam investir no crescimento de seus negócios. Dessa forma, o programa de microcrédito visa um retorno social, ao contribuir para a geração de renda, o fortalecimento do comércio e o desenvolvimento de pequenos empreendimentos.

Segundo o gerente de Planejamento da Secretaria de Atividades Econômicas, Paulo Roberto Silva do Nascimento, também gerente responsável pelo Microcrédito Angra dos Reis, é a Caixa Econômica Federal a gestora dos recursos. A prefeitura entra com o espaço físico, parte da logística operacional e a equipe. A parceria é uma forma de o serviço chegar àqueles que realmente precisam, de forma facilitada, desburocratizada e ágil. O Microcrédito Angra dos Reis faz parte do programa Crescer, da Caixa.

Para ter acesso ao microcrédito é preciso estar no exercício de uma atividade autônoma, ter mais de 18 anos, carteira de identidade, comprovante de residência, CPF e avalista. Pedreiros, eletricistas, artesãos, proprietários de embarcações, taxistas, donas de salão de beleza, agricultores e vendedores ambulantes são apenas alguns exemplos de quem pode se beneficiar com o microcrédito.

– Um dos objetivos do programa é trazer aqueles que estão informais para a formalidade – afirma Paulo Roberto. O gerente explica que isso se dá de duas formas. Primeiro, através do investimento que é feito na função explorada pelo empreendedor, o que ajuda a ampliar o seu negócio. Com a ampliação, o caminho natural é o da formalidade. Segundo, por meio do trabalho de conscientização para a necessidade de se formalizar o empreendimento.

– A informalidade traz um ônus grande para a sociedade e para o trabalhador. Se ele adoece, por exemplo, não pode se ausentar, por não contribuir para o INSS – explica o gerente.

Além da conscientização sobre a importância da formalidade, o microcrédito é concedido também com orientação para que seja aplicado de forma produtiva e rentável. A equipe, formada pelo gerente e por agentes sociais, recebeu treinamento da Caixa e do Sebrae para poder orientar o trabalhador sobre a aplicação do dinheiro recebido. É o que os responsáveis pelo programa chamam de “crédito produtivo orientado”.

– A verba não pode ser desviada da atividade profissional explorada pelo trabalhador. Se ele trabalha com gêneros alimentícios, não pode usar o dinheiro do crédito para comprar tijolos para uma obra que não tem nada a ver com a sua atividade – explica Paulo Roberto. Os agentes sociais irão acompanhar a utilização dos recursos, assim como verificar as atividades profissionais, inclusive através de visitas ao local de trabalho do tomador do crédito.

Nesse primeiro momento, o trabalhador poderá receber, na primeira operação, entre R$ 300 a R$ 2 mil. A partir da segunda operação, pode haver um incremento de até 50% desse valor. São permitidas até três operações por ano. Os valores podem ser ainda maiores de acordo com o caso e com a avaliação que é feita pela equipe. Outra possibilidade que amplia o valor do crédito concedido é o aval solidário, situação em que o crédito é concedido a um grupo de três a sete mutuários, que exploram a mesma atividade profissional.

A sede do Microcrédito Angra dos Reis irá funcionar no primeiro andar da Secretaria de Atividades Econômicas, na rua Júlio Maria, Nº 104, sala 202. O telefone é 3377-4202 ou 3377-5817. Para a inauguração, foram convidados autoridades municipais, representantes de entidades de classe, de categorias de trabalhadores e sindicatos.

– Vamos trabalhar na divulgação do programa. Pretendemos marcar reuniões e fazer contato com associações profissionais e núcleos produtivos para divulgar a finalidade do microcrédito – afirma Paulo Roberto.

Fonte: http://diariodovale.uol.com.br

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