Página do Microcrédito

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Governo do Rio vai trabalhar com microcrédito em comunidades pacificadas – ou – Mais uma louvável tentativa do Governo do Rio de implementar um projeto de microcrédito

Posted by Página do Microcrédito em 14 fevereiro, 2012

Olá! Normalmente aqui na Página do Microcrédito eu só posto informações que leio em outros sites e blogs. Porém, ver mais uma vez o Governo do Estado do Rio tentando implementar um programa de microcrédito me fez escrever essas poucas linhas.

O Rio de Janeiro teve alguns programas de microcrédito no passado. Algumas coisas funcionaram, outras não, situação comum em projetos e programas. O fundo que havia no município desapareceu: mudou de nome e de função. O fundo que havia no estado durou um tempo, alguns se beneficiaram, e depois parou. Simplesmente parou. Por anos.

O estado tentou parcerias para resolver, o Ministério mostrou números interessantes de sucesso. Nada.

Recentemente aparece mais uma tentativa: uma parceria entre SETRAB e InvesteRio (a agência de fomento do estado – sim, temos uma agência de fomento) que pareceu resolver parte do problema. Não sei o que aconteceu, não tive mais notícias.

Hoje, me chega essa novidade: InvesteRio vai emprestar nas comunidades pacificadas, onde aliás, atuam algumas organizações não-governamentais desde o milênio passado.

Em suma: afinal teremos um programa de microcrédito no Rio de Janeiro? Será que as cidades do interior terão acesso? (…) Eu poderia colocar aqui mil e uma perguntas, mas só gostaria de deixar meu profundo desejo de que funcione. Que o Rio de Janeiro – não somente as áreas pacificadas ou o município – tenha um programa de microcrédito, de cooperativismo, de economia solidária, de economia social, que funcione e que alcance seus objetivos.

Um grande abraço,
Carlos

Abaixo, a notícia na integra.

Oferta de crédito incentiva empresários das áreas pacificadas

Por Marcelle Colbert

Fundo UPP Empreendedor vai oferecer financiamentos de até R$ 15 mil a partir de março

A partir de março, micro e pequenos empreendedores poderão expandir seus negócios através de um novo canal de crédito, gerando emprego e renda em comunidades pacificadas. As linhas de financiamento, que podem chegar a R$ 15 mil, serão disponibilizadas pela Investe Rio (Agência de Fomento do Rio de Janeiro) por meio do Fundo UPP Empreendedor. As primeiras comunidades beneficiadas serão Rocinha e Vidigal, na Zona Sul.

– Desta maneira movimentamos a economia, com mais empregos nas comunidades. A criação do fundo vem somar esforços à recuperação econômica dessas áreas e à melhoria da qualidade de vida da população local – afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, destacando que inicialmente serão oferecidos R$ 6 milhões em créditos.

O cabeleireiro Leonardo Louçana Ferreira, de 38 anos, é um dos empreendedores bem-sucedidos do Complexo do Alemão. Além da paz, moradores de áreas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) têm a oportunidade de desenvolver o espírito empresarial através da cursos profissionalizantes e oferta de crédito.

Leonardo participou de uma das qualificações oferecidas pelo Escritório de Gerenciamento de Projetos do Rio de Janeiro (EGP-Rio), da Secretaria da Casa Civil. O comerciante foi premiado no curso de empreendedorismo, recebeu recursos no valor de R$ 20 mil, pôde colocar o plano de negócio que desenvolveu na qualificação em prática e ampliou seu salão de beleza.

– Abri o salão com meus irmão Renato e André e meu pai José em 1991. Não achava que poderíamos aumentar os nossos lucros. Depois que fiz o curso, ampliei o meu horizonte, aprendi a administrar o salão e a atrair mais clientes. Com o prêmio que ganhei, reformei o salão. Quero crescer ainda mais aqui na comunidade, que recebe cada vez mais visitantes depois da pacificação – disse Leonardo, que emprega cinco pessoas.

Comerciantes em busca da formalização de seus negócios

O Complexo do Alemão e a Rocinha possuem mais de 11 mil empresários. De acordo com o censo empresarial realizado pelo EGP-Rio de 2009, o Complexo do Alemão contava com 5.367 empresas. Dos 5.189 entrevistados, apenas 398 eram formais. Na Rocinha, foram registrados 6.529 negócios, sendo 90,9% informais. Para a coordenadora dos projetos sociais da Casa Civil, Ruth Jurberg, a formalização dos negócios é hoje uma tendência comum das comunidades pacificadas.

– Durante um ano e meio, realizamos censos domiciliar e empresarial na Rocinha, no Alemão e em Manguinhos. Incentivamos o comerciante a buscar a formalidade através de cursos e treinamentos, além da disponiblidade de microcrédito. Começamos com a capacitação dos moradores que escolheram entre cursos de turismo, hotelaria, inglês e etc. Apenas na Rocinha e em Manguinhos, foram disponibilizadas 1.100 vagas – explicou Ruth Jurberg.

Empreendimentos do entorno também são beneficiados

Uma pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL) revelou o impacto do comércio no entorno de 17 comunidades com UPPs. Para 23% dos comerciantes, o movimentou cresceu depois da pacificação. Na Zona Oeste, esse número chega a 30,6%. Na Zona Norte, a pacificação das comunidades da Tijuca foi um dos motivos para o gerente da Centro Ótica, Robson Carmo, abrir sua loja em uma das entradas do Morro do Borel.

– Me mudei da Praça Saens Peña para a Rua São Miguel, na Usina, porque me sinto mais seguro. Não é como há alguns anos. Outro motivo é que os moradores da comunidade do Borel são nossos clientes e resolvemos ficar mais perto deles. É um ótimo ponto – contou Robson Carmo.

Educação profissionalizante para os moradores

Inspirada em pequenos empreendedores como Leonardo e Márcio, Monique Machado, de 27 anos, buscou a profissionalização. A jovem fez o curso de Confeitaria no Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep) Chapéu Mangueira e entrou para a lista de comerciantes que colaboram para o desenvolvimento econômico de sua comunidade.

– Estava desempregada e precisava de um emprego. Procurei um curso gratuito na unidade da Faetec e minha vida mudou: hoje, eu recebo encomendas, mas agora já virou uma renda extra, porque comecei a trabalhar na comunidade como agente de saúde. O dinheiro a mais, que veio depois da qualificação, também me ajuda a pagar a faculdade de Serviço Social – disse.

Turismo alavanca negócios

Da Zona Norte a Zona Sul, as comunidades com UPPs viraram atrações turísticas, o que impulsiona o comércio local. Com vista para alguns dos mais belos cartões postais da cidade, as áreas recebem visitantes diariamente. O guia turístico Gilson Silva, morador do Morro Dona Marta, aproveitou o crescimento de turistas na comunidade onde nasceu para tornar seu sonho realidade.

– O morro possui 34 pontos turísticos, entre eles o mais visitado: o Espaço Michel Jackson, onde o cantor gravou o clipe da música “They don´t care about us”. Por isso, decidi investir na área, e hoje sou monitor de turismo. Fiz um curso de especialização através do projeto Rio Top Tour, da Secretaria de Esporte e Lazer, para fazer do turismo a minha profissão – disse Gilson.

Fonte: http://www.rj.gov.br

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