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Oferta de Crédito em Alagoas: Desafios às Instituições de Micro-Finanças e Pequenas Cooperativas de Crédito (Parte I) – Guimario Amorim

Posted by Página do Microcrédito em 12 junho, 2010

Pesquisas já amplamente discutidas dão conta de que as políticas sociais de transferência de renda pelo governo federal têm um enorme peso na dinâmica econômica do Estado de Alagoas. Além disso, é de notório conhecimento também que o pagamento de aposentadorias e pensões pelo INSS despeja mensalmente uma considerável quantia de recursos em todo o Estado, contribuindo para a manutenção da base de consumo da população. São esses fundos que vem financiando grande parte do crescimento econômico observado neste Estado ao longo dos últimos anos.

Um desafio que está sempre presente em Alagoas é o de se tentar induzir o desenvolvimento de micro e pequenos negócios, apostando-se nisso como uma saída para retirar milhares de pessoas da linha da pobreza, fazendo também com que passem a deixar de depender estritamente do financiamento público para sobreviver.

Embora não se trate de uma tarefa simples, é um caminho que se mostra eficaz, conforme se atesta na matéria vinculada na revista Carta Capital, edição de 07 de abril de 2010, sob o título “A Revolução do Microcrédito”. Nesta mesma edição, a partir de uma análise do resultado do programa de microcrédito do BNB na vida de milhares de pessoas, o economista Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, cita o programa como um importante vetor de transformação socioeconômica, quando financia a criação e manutenção de micro e pequenos empreendimentos.

Partindo-se dessa realidade, há de se concluir que existe um enorme potencial a ser explorado por instituições ligadas ao financiamento de crédito que foquem a “base da pirâmide” aqui em Alagoas. Neste âmbito, pequenas cooperativas de crédito e outras instituições ligadas ao financiamento de microcrédito podem desempenhar um papel extremamente importante em todo o Estado. Entretanto, para avançar nesta direção, alguns obstáculos precisam ser transpostos.

Os obstáculos dos quais iremos tratar reportam-se a um modelo de gestão que privilegie a boa técnica na condução desses negócios, bem como a uma estrutura de governança capaz de fornecer a blindagem operacional necessária a essas instituições. São particularmente dois aspectos fundamentais para o sucesso de qualquer negócio.

Estes e outros assuntos serão tratados na “Parte II” deste artigo, numa próxima oportunidade; então, até breve!

Sobre o autor

Guimario de Souza Amorim

Economista e consultor. Foi responsável pela elaboração e revisão do Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira da AFAL – Agência de Fomento de Alagoas, aprovado pelo Banco Central do Brasil.

Fonte: http://www.ojornalweb.com

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