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Recursos do BNDES já fortalecem cooperativas de MG

Posted by Página do Microcrédito em 20 maio, 2009

SÃO ROQUE DE MINAS – Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mais a parceria com o Sebrae e o Ministério do Trabalho e Emprego, no âmbito do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado (PNMPO), já estão fazendo a diferença no trabalho das cooperativas de crédito de Minas Gerais, no que se refere à ampliação das operações contratadas, na redução dos custos dessas operações e na qualidade dos serviços prestados a seus associados.

Este é o caso da Cooperativa de Crédito de São Roque de Minas (Saromcredi), que integra o Sistema Sicoob. “O Sebrae nos abriu as portas, por meio de consultorias e do empenho pessoal de sua diretoria e funcionários, para que o Banco Central nos reconhecesse perante Minas e o Brasil como instituição séria, cumpridora da normas do sistema financeiro. Depois nos abriu as portas para sermos reconhecidos também como operadora de microcrédito, o que nos deu condições de acesso aos recursos do BNDES”, informa João Leite, presidente da Cooperativa.

No último sábado (16), a Saromcredi inaugurou nova sede, no centro de São Roque de Minas. Espaçosa e imponente, ela conta com o Centro de Solidariedade Financeira, que já é um marco para a cidade e para região. Há 18 anos, 22 cidadãos entusiasmados conseguiram um espaço de 20 metros quadrados no edifício da Prefeitura Municipal para fazer funcionar uma pequena cooperativa de crédito.

O objetivo era impedir que a cidade morresse por falta de circulação de recursos e de intermediação financeira, depois de que a Minas Caixa, deixou de ali operar. Nesse meio tempo, uma sede de 360 metros quadrados foi construída, mas já se mostrava inadequada para atendimento de seus 8.500 associados. Atualmente a Cooperativa também atende outros três municípios: Delfinópolis, Pratinha e São João Batista do Glória.

A inauguração do Centro de Solidariedade Financeira, um espaço não só para atendimento da clientela, mas também de capacitação, rodadas de negócios e até de eventos culturais, contou com o envolvimento de toda a cidade, além de representantes do Banco Central, do BNDES, lideranças políticas, empresariais e religiosas.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, foi um dos convidados especiais e encarregado pelo cerimonial de entregar uma placa de reconhecimento pelo trabalho realizado ao gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros da Instituição em Minas Gerais, Alessandro Chaves.

A festa, portanto, foi bastante inovadora quanto aos procedimentos de praxe. Foram premiados, publicamente, não autoridades, que tiveram o reconhecimento expresso no convite feito, mas os que literalmente “colocaram a mão na massa” para que o projeto desse certo. Além de Alessandro, receberam placas de agradecimento especial todos os mestres de obras e pedreiros que trabalharam na construção.

As placas foram entregues por cada uma das autoridades presentes, o que transformou a festa em uma emocionada confraternização. Muitos dos agraciados receberam a placa levando filhos pequenos pelas mãos, para que pudesse tocá-las e sair nas fotos oficiais.

Antes da cerimônia oficial, houve um desfile de fanfarra, e integrantes de uma Folia de Reis entraram, cantando e tocando seus instrumentos, com a imagem de Nossa Senhora Aparecida que foi entronizada no saguão da nova sede. A imagem foi trazida da antiga sede.

Entre os participantes da cerimônia destacava-se uma comitiva do Paraná, chefiada pelo presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/PR, Jefferson Nogaroli. Integravam a comitiva lideranças cooperativistas e políticas, entre elas seis prefeitos de municípios de situação socioeconômica semelhante a de São Roque de Minas.

A comitiva chegou um dia antes e seus integrantes e, além de conhecer o trabalho da Saromcred, reuniram-se com os representantes da Diretoria de Inclusão Social do BNDES, Guilherme Franco Montoro e Salo Coifman, para tomar conhecimento de como podem se qualificar para ter acesso aos recursos disponíveis do Banco. O BNDES participa diretamente das ações da cooperativa há pelo menos três anos.

Custos

A nova sede totalizou custo final de R$ 2 milhões, metade vindos do BNDES, no âmbito do Programa que financia projetos coletivos com prazo de pagamento de dez anos. A outra metade foi bancada pela própria cooperativa. A Saromcredi também já recebeu R$ 1 milhão para aplicação em operações de microcrédito e outro R$ 1 milhão está para ser liberado. Também foi comprada com recursos do BNDES uma caminhonete para melhor acompanhar a aplicação dos recursos tomados pelos associados. O veículo possibilita o atendimento mesmo em localidades de difícil acesso.

Fonte: http://www.dci.com.br/

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