Página do Microcrédito

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Custo é desafio para microfinanças

Posted by Página do Microcrédito em 19 junho, 2007

Reduzir custos das transações que envolvem microcrédito e massificar a sua oferta são os principais desafios enfrentados pelo sistema atualmente no país.

Essas demandas foram apontadas pelo diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, durante a palestra ‘Os Desafios da Intermediação Financeira no Setor Informal’, realizada ontem em Porto Alegre.

De acordo com o diretor, o sistema de microfinanças necessita passar por um processo de massificação e conquistar uma grande carteira de clientes para atuar de forma auto-sustentável.

O outro desafio apontado por Carlos Alberto -redução de custos- não contempla apenas as taxas cobradas nas operações de microcrédito, mas também os procedimentos mais banais exigidos para a liberação dos recursos, os chamados custos das transações como, por exemplo, as despesas com transporte até a instituição de crédito, com cópias de documentos e o tempo gasto em filas ou em salas de espera. “Para o empreendedor, um dia na fila é um dia perdido de faturamento”, lembrou. O diretor salienta que, quanto menor o empréstimo, maior peso tem o custo da transação.

Nos dados apresentados pelo diretor do Sebrae Nacional, ficou claro que o Brasil, assim como a Argentina, o México e a Venezuela, precisam aperfeiçoar seus modelos de microfinanças. Nesses países, o número de clientes potencias é sete vezes maior que o de clientes ativos.

A inspiração poderia vir de pequenos países como Bolívia, El Salvador, Honduras e Nicarágua, onde o número de clientes potenciais do sistema de microcrédito é menor que o número de clientes ativos. “A cobertura do microcrédito é pequena em países grandes. O problema não é apenas quantitativo, mas também qualitativo.”

Pequeno sofre com falta de recurso

A falta de recursos financeiros está entre as principais barreiras indicadas por pequenos empreendedores. “O início do negócio é com capital próprio, mas a continuidade depende de recursos de terceiros.

Isso é assim até para a Petrobras e não deve ser visto como um problema. Só é um problema quando a taxa de juros é muito elevada”, disse. O diretor ressaltou que as microfinanças contemplam ações que têm como público-alvo 58,5% das 48,5 milhões de famílias brasileiras. O percentual abrange as famílias situadas nas faixas socioeconômicas D e E.Ao descrever o quadro dos micro e pequenos negócios no Brasil,
Santos apresentou números de uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Sebrae Nacional em 2003.

No país, as micro e pequenas empresas -estabelecimentos com faturamento de até R$ 2,4 milhões por ano- somam hoje 4,9 milhões de empreendimentos, o que representa 99% das empresas. Os pequenos negócios da informalidade somam 9,1 milhões. “Estamos falando basicamente de uma atividade individual”, salientou, ao exibir percentuais referentes aos empreendimentos informais: 88% dos empreendedores atuam por conta própria, apenas 12% dos estabelecimentos são pequenos empregadores e 95% pertencem a uma única pessoa. A força econômica e social envolvida, porém, é significativa: 13,8 milhões de pessoas estão ocupadas nos empreendimentos informais. Cada estabelecimento abriu suas portas com um investimento médio de R$ 4,3 mil.

Fonte: http://www.jcam.com.br/

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